Na última sexta-feira, 16 de janeiro, o Dead Fish voltou ao Circo Voador, na Lapa, para um show que era mais do que comemorativo: foi um reencontro de gerações em torno de um disco que segue atual. A proposta era clara — celebrar os 25 anos de Afasia com o álbum executado na íntegra — e foi exatamente o que aconteceu, com a banda percorrendo as faixas do trabalho até fechar o ciclo em “Tango”.

Antes do Dead Fish, a noite ganhou corpo com as bandas Bullet Bane e Zander. O Zander, aliás, também entrou no espírito “aniversário de disco”, celebrando 15 anos de Brasa.

No meio do caos controlado típico do hardcore, o show ainda reservou momentos de “feat” que foram destaque na cobertura: Gabriel Zander subiu ao palco para cantar “Me Ensina” com Rodrigo Lima, numa troca que reforçou o clima de camaradagem entre as bandas, e Reynaldo Cruz, vocalista do Plastic Fire também deixou sua feat”  no show do Dead Fish.

A virada de chave veio quando a banda anunciou o fim do “script” do álbum: depois de “Tango”, o Dead Fish emendou uma avalanche de músicas consagradas. Na lista destacada pela imprensa, apareceram “Autonomia”, “Urgência”, “Tão Iguais”, “Você” e um fechamento com peso de hino, passando por “Sonho Médio”, “Bem-Vindo ao Clube” e “Venceremos”.

As “impressões” que ficam, alinhadas ao que saiu na mídia, são de uma noite lotada e com energia física no limite — stage dives, cantoria coletiva e a pista funcionando como um organismo único, com o Circo Voador tratado como “casa” por quem acompanha a banda há décadas. Uma celebração que não soou nostálgica: soou urgente.


Dead Fish — 25 anos de Afasia, sexta-feira, 16/01/2026, Circo Voador (Lapa, Rio de Janeiro). Fotos e Vídeo: Lucas Tavares