O Parque Villa-Lobos transformou-se, no último fim de semana de maio, em um verdadeiro epicentro da cultura brasileira. A 7ª edição do Nômade Festival reafirmou sua posição como um dos eventos mais autênticos do calendário paulistano, reunindo cerca de 20 horas de música e um retrato fiel da pluralidade que define o som do Brasil atual.
Sábado: Do Samba ao Pop, a Pluralidade que Marcou a Abertura do Festival
O primeiro dia do festival (02/05) foi pautado por uma mistura de gerações e ambientes. Em paralelo às apresentações que agitavam o palco principal, o Palco Bosque foi o cenário ideal para a cantora Mari Jasca durante a tarde. Com uma apresentação solar e intimista, ela trouxe o tom perfeito para quem buscava um refúgio musical em meio à natureza do parque.

No palco principal, Chico Chico protagonizou uma das melhores apresentações do festival. O show contou com a participação do cantor Renan Renan, e a dupla surpreendeu a todos quando Chico Chico decidiu descer para o meio da galera. Ele seguiu a performance cercado pelo público em uma das cenas mais espontâneas do evento, eliminando qualquer distância entre palco e plateia.
A tarde seguiu com a tradição do mestre Jorge Aragão, que emocionou os presentes, e a energia vibrante de Gaby Amarantos. O piseiro tomou conta com João Gomes e seu convidado Ruan Vitor Vaqueirinho, preparando o terreno para o encerramento de Luísa Sonza, que apresentou seu repertório pop focado em coreografias e recursos visuais.
Domingo: O Ápice da Emoção e Encontros Surpreendentes
O segundo dia (03/05) começou com a energia da Carol Biazin, que fez o primeiro show do domingo, trazendo seu pop autoral para aquecer o público logo cedo. No Palco Bosque, a tarde foi marcada pela presença vibrante da Potyguara Bardo, que envolveu quem passava pelo espaço com sua performance magnética e carisma.
No palco principal, o fluxo seguiu potente com o flow de Marcelo D2 e a presença marcante da Urias, que entregou um show bonito e cheio de atitude. O grande destaque da tarde foi o show de Jota.pê, que dividia o palco com os talentosos Mestrinho e Bruna Black. Em um dos momentos mais marcantes de todo o festival, o cantor Péricles fez uma participação surpresa, surgindo no palco para unir vozes com o trio.
Péricles retornou mais tarde para seu show solo, reafirmando sua conexão com a plateia paulistana, antes do encerramento místico com o lendário Zé Ramalho. Sob o céu de São Paulo, o público entoou em coro hinos como “Admirável Gado Novo”, em uma despedida que uniu nostalgia e a força da nossa música.
Além dos Palcos
O Nômade Festival 2026 não se limitou apenas aos shows. O público desfrutou de uma vila gastronômica diversificada e ativações de marcas que transformaram o evento em um espaço de convivência. O festival encerra sua 7ª edição deixando a marca de que a música brasileira vive um de seus momentos mais colaborativos e potentes.
O que fica: Entre o misticismo de Zé Ramalho e a espontaneidade dos encontros no palco, o Nômade 2026 foi um registro vivo de que a música brasileira pulsa mais forte quando está perto da gente.
Fotos e texto por Agatha Gameiro














































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