A artista Yurungai Crédito: Agatha Gameiro

Com uma trajetória que atravessa continentes, Yurungai viveu três anos e meio em Moçambique, experiência que redefiniu sua identidade artística e espiritual. Foi lá que foi iniciada na mbira — instrumento tradicional do centro de Moçambique e Zimbábue — e mergulhou nas raízes africanas que hoje permeiam sua obra.
Em 2024, a artista sofreu ataques racistas, misóginos e homofóbicos  após ter cantado o hino nacional em linguagem neutra no comício de Guilherme Boulos (Psol), à época candidato a prefeito da cidade de São Paulo.

No dia 13 de maio, a artista lançou seu novo ep Sem Nome Ao Vivo, em todas as plataformas de música.

Sobre Yurungai

Yurungai é cantora, filósofa, compositora e instrumentista afroamerindígena nascida na periferia de São Paulo. Seu trabalho se caracteriza pela fusão entre MPB e sonoridades africanas, com destaque para o uso da mbira. Atua na cena independente brasileira desde 2017, levando sua mensagem de reconexão ancestral e cura por meio da música. Yurungai acrescenta um elemento novo no que já é conhecido por música afro-brasileira, adicionando a mbira, e inaugurando o movimento de dar visibilidade a esse instrumento musical milenar na cena musical de São Paulo e Brasil. 

No dia 13 de maio, às 13h, a artista Yurungai, lançou seu novo ep Sem Nome Ao Vivo em todas as plataformas de música. Nascida no Jardim São Luís, periferia da zona sul de São Paulo, Yurungai — que significa “boca-cantar” em tupi-guarani — é uma artista não binária e afroamerindígena que transformou sua jornada de superação pessoal em arte. 

Após enfrentar depressão, encontrou na música seu caminho de cura e reconexão ancestral. Com uma trajetória que atravessa continentes, Yurungai viveu três anos e meio em Moçambique, experiência que redefiniu sua identidade artística e espiritual. Foi lá que foi iniciada em mbira — instrumento tradicional do centro de Moçambique e Zimbábue — e mergulhou nas raízes africanas que hoje permeiam sua obra.

Em 2024, a artista sofreu ataques racistas, misóginos e homofóbicos  após ter cantado o hino nacional em linguagem neutra no comício de Guilherme Boulos (Psol), à época candidato a prefeito da cidade de São Paulo. 

Sonoridade de transmutação

A música de Yurungai reinterpreta a MPB por meio de uma lente afrodiaspórica singular. Com a mbira como elemento central, ela cria arranjos que transitam entre Brasil e África, construindo pontes sonoras entre os dois continentes. Seu trabalho é descrito como uma “sonoridade de transmutação e cura”, em que ancestralidade e contemporaneidade dialogam.
A artista também experimenta com a linguagem: suas composições misturam português, inglês, espanhol e idiomas africanos, criando uma polifonia que reflete sua própria multiplicidade identitária como pessoa afroamerindígena e não binária.


Sobre o ep Sem Nome Ao Vivo

O recente lançamento de Yurungai, o ep Sem Nome Ao Vivo, é fruto do repertório que a artista vem trabalhando e aprimorando nos últimos anos, desde que vivia em Moçambique. As composições passeiam por diversos gêneros musicais afro diaspóricos como reggae, samba, jazz, bossa nova, entre outros, misturando essas sonoridades familiares, à música feita com e a partir da mbira. A proposta da artista é fundir gêneros conhecidos no ocidente com um tipo específico de música, feita com a mbira. O repertório também traz uma multiplicidade de línguas e idiomas, visto que a artista incorpora linguas ocidentais com línguas africanas locais de Moçambique e Zimbabwe. Nas composições, as letras falam das percepções filosóficas da artista acerca do mundo e da existência, reivindicando de maneira urgente, humanidade e dignidade sem necessariamente falar de temas sócio políticos de maneira “panfletária”, a artista aborda questões humanas de maneira rebuscada, aspecto notável em seu trabalho. 

Sem Nome Ao Vivo
nas plataformas de música

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