O AFROPUNK Brasil divulgou o lineup e os horários completos da edição de 2025, que acontece nos dias 8 e 9 de novembro, em Salvador (BA). A programação marca cinco anos da chegada do festival ao país e reafirma o papel de Salvador como um dos principais polos da cultura negra contemporânea.

Desde a primeira edição brasileira, em 2021, o evento tem se consolidado como um espaço de convergência entre arte, música, debate e ativismo. Em 2025, o AFROPUNK retorna à capital baiana com uma curadoria que articula artistas do Brasil, do continente africano, do Caribe e da diáspora negra global, mantendo a essência do movimento iniciado nos Estados Unidos há mais de duas décadas.

Programação completa

Sábado, 8 de novembro

17h30 – DJ Boneka

19h00 – Núbia convida Muzenza

20h10 – Budah convida Wyclef Jean (Haiti/EUA)

21h20 – Coco Jones (EUA)

22h30 – Péricles

23h40 – BK’

00h40 – ÀTTOOXXÁ

01h50 – Paredão

A primeira noite reúne artistas que representam diferentes vertentes da música negra contemporânea. O encontro entre Budah e Wyclef Jean reforça a conexão entre Brasil e Caribe, enquanto Coco Jones, vinda dos Estados Unidos, amplia o diálogo com o R&B internacional. O encerramento, com BK’ e ÀTTOOXXÁ, simboliza a força das novas sonoridades urbanas e das batidas afro-baianas.

Domingo, 9 de novembro

17h30 – DJ Umiranda

18h50 – MC Luanna

20h00 – Os Garotin

21h10 – Tems (Reino Unido/Nigéria)

22h20 – Liniker

00h00 – BaianaSystem convida Sister Nancy (Jamaica)

01h00 – 40 anos da Afro Axé Music: Tatau convida Márcia Short e Lazzo Matumbi

02h10 – Paredão

O segundo dia reforça a diversidade de estilos e origens. A presença de Tems, artista nigeriana radicada em Londres, marca um dos momentos mais esperados da edição. Já o show de BaianaSystem com Sister Nancy estabelece uma ponte direta entre a Jamaica e a Bahia, unindo reggae, dancehall e música afro-brasileira. O encerramento com Tatau, Márcia Short e Lazzo Matumbi, em celebração aos 40 anos da Afro Axé Music, revisita a história do gênero que redefiniu a sonoridade e a identidade cultural de Salvador.

Entre palco e movimento

Mais do que uma programação musical, o AFROPUNK se mantém como um espaço de encontro entre diferentes expressões da negritude contemporânea. A cada edição, o festival reúne criadores, coletivos, empreendedores e pesquisadores em torno de temas como representação, economia criativa e construção de futuro.

As áreas do evento incluem feira de marcas negras, espaços de debate, experiências gastronômicas e performances visuais, fortalecendo a conexão entre arte, política e vida cotidiana. Em Salvador, essa rede se amplia ao se conectar com movimentos locais, blocos afro, artistas independentes e comunidades periféricas.

História e expansão

O AFROPUNK nasceu em Nova York, nos Estados Unidos, no início dos anos 2000, inspirado pelo documentário Afro-Punk (2003), dirigido por James Spooner. O filme abordava a presença de pessoas negras na cena punk e alternativa norte-americana, e tornou-se o ponto de partida para a criação de um festival dedicado à expressão negra em todas as suas formas.

Desde então, o evento se expandiu globalmente, com edições em cidades como Atlanta, Paris, Londres e Joanesburgo, reunindo milhares de pessoas todos os anos. A proposta vai além da música: o AFROPUNK é também uma plataforma de afirmação estética, política e comunitária, que valoriza a diversidade interna das experiências negras e estimula a criação de novas narrativas.

A chegada ao Brasil, em 2021, marcou um momento simbólico. Salvador foi escolhida por ser o território com a maior população negra fora do continente africano e por sua relevância histórica no Atlântico Negro. De lá para cá, o festival tornou-se um ponto de referência para a juventude afro-diaspórica, articulando arte, economia e identidade.

Serviço

AFROPUNK Brasil 2025
Salvador, Bahia – Brasil
8 e 9 de novembro de 2025
Local e programação completa em afropunk.com/brasil