A ladeira em frente ao palco Samsung Galaxy no pôr do sol da sexta-feira (20) no Lollapalooza estava lotada. Não há dúvidas de que a Interpol é uma das bandas mais icônicas do indie rock dos anos 2000. Afinal, essa é a terceira passagem do grupo no Lollapalooza Brasil, e o carinho do público foi retribuído no palco. Entre a chegada com acenos à plateia e a saída do palco, o vocalista Paul Banks falou algumas vezes sobre estar feliz com o retorno ao país.

Formados no espírito pós-punk da cena de Nova York, o grupo segue como referência para grupos mais atuais, sem ter perdido relevância em seus 30 anos de atividade. No palco, a apresentação é super protocolar. Com pouca movimentação e sem firulas, o grupo concentrava o brilho da apresentação no talento técnico do grupo, que estreia Urian Hackney na bateria com muita coesão. O som era praticamente igual às versões de estúdio, o que pode tirar um pouco do dinamismo da experiência do ao vivo. Porém é o talento da banda nessa execução perfeita que conduz os fãs. 

Além disso, há o elemento nostalgia: por mais que estejam prestes a lançar um novo trabalho inédito, a Interpol fez um show baseado nos clássicos. O novo material ainda não tem data para ver a luz do dia, mas os brasileiros tiveram um gostinho: a banda estreou aqui “See Out Loud”, que faz parte do futuro trabalho. Fora a novidade, o público pode relembrar os sucessos e se divertir pulando e cantando ao som de”Evil” ou “Obstacle 1”. À medida que a noite caía, o palco foi se transformando com os efeitos de luz cada vez mais aparentes. Normalmente utilizada no show inteiro, a cenografia acabou se tornando um elemento de encerramento, deixando os 15 minutos finais da apresentação ainda mais impactantes. Os fãs vão se lembrar dessa cena com um sorriso no rosto, sem dúvida.

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