No último domingo (15), o Sesc Belenzinho, em São Paulo, foi palco de um encontro vibrante entre gerações do rock nacional. A cantora e compositora carioca Lana Rox subiu ao palco acompanhada do baterista Pinguim Ruas para um show que combinou energia, resistência e muita presença de palco.

Ao lado de Gabriel Alô (guitarra) e Everson Huguenin (baixo), a banda apresentou um som pesado e envolvente, que prendeu a atenção do público do começo ao fim. A conexão entre os músicos e o público paulista ficou clara em cada acorde e verso.

Sintonia e energia de banda formada por amigos

Foto: Carol Arci / Zimel

Sobre a química no palco e nos bastidores, Lana contou que a escolha da formação foi pensada justamente para criar essa sinergia:

“Everson e Gabriel são amigos de longa data e músicos incríveis, assim como o Pinguim! Eu senti que, se juntasse todos eles, ia dar um resultado absurdo! E foi exatamente o que aconteceu! Passamos as músicas no ensaio como se já tivéssemos ensaiado várias vezes juntos. Sintonia pura e energia lá no alto! Fora dos palcos, dividimos nossas histórias e experiências, rimos bastante… aquela resenha maravilhosa que acontece quando amigos e músicos se reencontram.”

Lançamentos, primeiras execuções e a resposta da plateia

Entre as músicas apresentadas, Lana tocou ao vivo pela primeira vez “Vícios e Loucuras” e “Sangue de Guerreiro”, esta última ainda inédita nas plataformas.

“Confesso que fiquei um pouco nervosinha em relação a ‘Vícios e Loucuras’, porque ela tem uma pegada totalmente diferente do que já fiz até hoje. Não sabia como o público ia receber essa música ao vivo. Mas depois que toquei, relaxei, pois vi que a galera curtiu. Já com ‘Sangue de Guerreiro’, eu tinha certeza que o público ia gostar, porque ela tem uma pegada bem parecida com algumas músicas antigas que fiz. Resumindo: amei ter tocado as duas pela primeira vez ao vivo!”

A plateia paulista respondeu com entusiasmo, cantando junto e vibrando durante toda a apresentação.

“Nossa, me surpreendi! Primeiro, porque é maravilhoso ver a galera colando porque curtiu o meu trabalho. Eu moro no Rio e a galera que colou era de São Paulo, sabe? Outro estado! Muito maneiro ver o quanto a internet ajuda nessa questão. Mas voltando à pergunta, senti uma troca muito sincera! Eles cantaram minhas músicas, cantaram músicas do CBJR, se emocionaram comigo, vibraram… fizeram eu me sentir em casa e à vontade! Amei cada segundo que estive com eles!”

Repertório autoral e clássicos do CBJR lado a lado

Carol Arci / Zimel

No início do show, Lana Rox já colocou peso na apresentação com “Ciclos Temporais” e “Persistir e Conquistar”. Em seguida, mesclou outras faixas autorais com covers do Charlie Brown Jr., surpreendendo os fãs ao tocar as músicas mais pedidas nas redes sociais, como “Não Viva Em Vão”“Tudo O Que Ela Gosta de Escutar” e “Endorfina”.

Logo depois desse bloco inicial, Lana apresentou algumas canções que marcaram sua carreira, como “Efeito Sereia”, seguida por “Quando Penso Nela” “Tá Correndo Risco”.

Sobre a escolha de incluir os sucessos do Charlie Brown Jr., especialmente os da época em que Pinguim integrava a banda, Lana explicou:

“Eu quis tocar músicas que eu mais gostava, incluindo as que fizeram sucesso na época que o Pinguim tocou na bateria, como ‘Pontes Indestrutíveis’, ‘Não Viva Em Vão’ e ‘Lutar Pelo O Que É Meu’. Além delas, amei ter cantado ‘Não Deixe o Mar Te Engolir’, ela mistura o rock, o hardcore e o rap! Essa música me representa demais!”

Ao longo da noite, entre uma faixa e outra, Pinguim Ruas ainda surpreendeu o público ao adaptar beats de beatbox, trazendo um toque inusitado e reforçando ainda mais a energia da apresentação.

Quando questionada sobre os momentos mais marcantes da noite, Lana foi direta:

“O início e o final do show! Pois neles estavam presentes as músicas mais porradeiras! (risos)”

Peso e emoção para fechar com chave de ouro

Gabriel, Everson e Pinguim mantiveram o som pesado durante quase toda a apresentação, com baixo, guitarra, bateria e vocal entregando uma energia vibrante que embalou o público paulista.

Entre os clássicos do CBJR, o setlist incluiu músicas como “Pontes Indestrutíveis”, “Lutar Pelo O Que É Meu” e “Só Os Loucos Sabem”, dentre outras, todas recebidas com entusiasmo e muita emoção pela plateia.

Já nos momentos finais, Lana apresentou ao vivo, pela primeira vez, sua nova música de trabalho: “Sangue de Guerreiro”, com vocal potente e instrumental carregado de intensidade.

Na sequência, a banda encerrou a noite com uma performance explosiva de “Papo Reto”, deixando o público em êxtase e reforçando que o rock autoral brasileiro segue mais vivo e pulsante do que nunca.

Um show memorável, que São Paulo abraçou de braços abertos — e que o Brasil inteiro merece conferir.

Lana Rox já adianta que tem mais apresentações marcadas e muita novidade chegando:

“Tenho mais shows marcados sim, mas por enquanto não posso divulgar as datas. Mas os shows vão acontecer em SP e no Rio Grande do Sul. E claro, muitas novidades estão por vir! Fiquem ligados nas minhas redes sociais, que irei divulgar tudinho em breve!”

Carol Arci / Pinguim / Lana Rox