Em cima do laço também vale! Em um ano tenebroso como 2020, pelo menos o lado musical se safou. Luiz Mallet traz sua lista de melhores registros deste ciclo e deseja à todos um ótimo 2021. Que possamos seguir e frente e sair dessa. Tomara que seja útil para que você relembre alguns sons e que possa também adicionar outros em sua playlist!

10 | Katatonia – City Burials

Em seu retorno de hiato, o Katatonia faz um álbum que, se difere dos seus antecessores em alguns pontos, em outros mantém a fórmula fiel e já consagrada. Os suecos adicionam pitadas mais palatáveis ao grande público que resultam nas ótimas “The Winter of Our Passing” e “Behind the Blood”.

9 | Apocalyptica  Cell-O

O som dos finlandeses do Apocalyptica é o mesmo há tempos, mas nem por isso deixa de ser intrigante e original. Fazendo metal apenas com violoncelos e bateria, sem o uso de instrumentos “clássicos” do estilo, o grupo adiciona neste registro alguns elementos novos como o uso de flautas (tocadas por Troy Donocley, do Nightwish). Você não pode deixar de ouvir “En Route to Mayhem” e “Fire & Ice

8 | Djonga – Histórias da Minha Área

Em mais um álbum lançado no dia 13/03, Djonga abre um pouco o leque de suas canções e engloba um portfólio maior de ritmos. Do trap ao rap acústico e com ótimas participações, os destaques do álbum ficam por conta de “O Cara de Óculos” e “Gelo”.

7 | Elder – Omens

Em mais um petardo alucinógeno, os americanos do Elder aguçam nossos sentidos com um Stoner Rock ousado, lisérgico e inebriante ao longo de cinco faixas poderosas. Como são poucas músicas, fica difícil focar em momentos, mas dê uma atenção especial para “In Procession”.

6 | Sylosis – Cicle of Suffering

Pessoalmente, eu acho o Sylosis uma das melhores bandas de sua geração. Capaz de dar uma roupagem moderna e original ao desgastado gênero do Thrash Metal, Josh Middleton e sua trupe alternam entre passagens ríspidas e apoteóticos com uma virtuosidade digna de aplausos. Os melhores momentos ficam com “Shield”, “Invidia” e “I Sever”.

5 | Finntroll – Vredesvävd

Os finlandeses jocosos do Finntroll retornam depois de sete silenciosos anos sem tempo para brincadeiras, irmão. Em um dos registros mais crus e violentos do grupo, sobram momentos de agressividade (bebendo das melhores fontes do Black Metal) e pouco espaço para as firulas feéricas do Folk Metal. Isso tudo, claro, sem que o grupo esqueça sua originalidade. Você não pode deixar de conferir as ótimas “Vid Häxans Hard” e “Ormfolk”.

4 | Enslaved – Utgard

Os noruegueses do Enslaved retornam com seu Black Metal nórdico cheio de progressividades. Desta vez, pincelaram alguns elementos de um rock n’ roll mais vigoroso e flertes eletrônicos como na ótima “Urjotun”, mas sem esquecer o som que os colocou no panorama como uma das bandas mais interessantes do cenário como nas faixas “Homebound” e na ótima “Flight of Tought and Memory”.

3 | Kvelertak – Splid

O Kvelertak nunca foi uma banda qualquer. A mistura de Black Metal com Rock N’ Roll, o chamado Black N’ Roll, sempre foi um dos seus grandes trunfos. Neste álbum, os noruegueses não trazem nada de muito diferente de seus últimos lançamentos, mas quem disse que precisa? Não deixe de curtir as ótimas “Rogaland”, “Necrosoft” e “Crack of Doom”, esta última com a participação de luxo de Troy Sanders, do Mastodon.

2 | Marcelo D2 – Assim Tocam os MEUS TAMBORES

Natural do Rio de Janeiro, Marcelo D2 é conhecido amplamente pelo seu trabalho com o Planet Hemp. Porém, sua carreira solo é digna de aplausos e mistura muito bem as bases de rap e hip-hop com elementos da cultura carioca como o samba, o choro, e, neste último álbum, também com narrativas de religião de matriz africana.  As participações especiais são um espetáculo à parte, reunindo o melhor da cena alternativa nacional como Baco Exu do Blues, BK’, Jorge du Peixe (Nação Zumbi), Juçara Marçal (Metá Metá) e muito mais. Não deixe de escutar a incrível “ROMPEU O COURO” e o interlúdio “TAMBOR, O SENHOR DA ALEGRIA”, de texto de Luiz Antonio Simas e narração de Criolo, apenas.

1 | Deluge – Ægo Templo

E mais uma vez franceses em primeiro lugar (mesma nacionalidade do primeiro lugar na minha lista do ano passado). Misturando Black Metal, Post-Hardcore e fortes letras de cunho filosófico, o Deluge lança um álbum visceral com doses de melancolia na medida certa. O álbum é cheio de inserções criativas (tem de tudo: saxofones, cantos mediterrâneos, spoken word em japonês…) e a produção dá conta de não deixar nada na composição soar pretensioso. Não deixe de ouvir as ótimas “Abysses”, “Oppobre” e “Digue” e seu ótimo clipe.

E aí, gostou? Não gostou? Tem sugestões? Deixem aí nos comentários e até a lista do ano que vem! Bom 2021 à todos <3