Que ano! Em um período de abertura por conta do (quase) fim da pandemia (falta pouco, pessoal!), 2021 trouxe diversos lançamentos excêntricos, incríveis e inventivos. O colaborador Luiz Felipe Mallet lista os dez registros que mais o marcaram em 2021. Vamos conferir? Que seja útil para que você relembre alguns sons e que possa também adicionar outros em sua playlist!

10 | Khemmis – Deceiver

Adicionando elementos extremos à sua música, a banda americana Khemmis leva o seu Doom Metal a outro nível. Com guitarras afiadas e linhas vocais primorosas, o álbum galga um patamar diferenciado na discografia do grupo. Não deixe de curtir as incríveis “Living Pyre” e “House of Cadmus“, as duas com melodias de voz nada menos que absurdas.

9 | Diablo Swing Orchestra – Swagger & Stroll Down the Rabbit Hole

A banda sueca Diablo Swing Orchestra sempre nos presenteia com registros inventivos e desafiadores. Dessa vez não foi diferente. Entrando por caminhos que bebem na fonte do Disco 80’s, música latina, opera rock e muitas outras coisas, o DSO lança mais um registro criativo e incrível, mesmo que a mixagem não ajude tanto. Músicas como “Speed Dating an Arsonist” e “Celebremos Lo Inevitable” são os pontos altos, mas não dão conta de expressar toda a gama de camadas da “riot-opera”.

8 | Architects – For Those That Wish to Exist

A banda britânica Architects trouxe em seu último álbum uma sonoridade menos agressiva que em registros anteriores, mas não menos potente. O grupo propões novas investigações sonoras, mais melódicas e profundas, e Sam Carter tempera tudo muito bem com o seu vocal inconfundível. Não deixe de ouvir “An Ordinary Extinction” e “Impermanence“, uma das melhores músicas do ano sem dúvidas, e que conta com a participação especial de Winston McCall, vocalista do Parkway Drive.

7 | Gojira – Fortitude

O Gojira é a banda mais relevante na cena mundial do metal e quem discordar infelizmente vai ter a minha inimizade. Os franceses fazem um som único, tem pautas sociais extremamente relevantes e participam de ações diretas em defesa de causas sociais. Músicas como “Amazonia” e “The Chant” mostram toda a faceta singular do som da banda e tem clipes expositivos, que demonstram a potência do grupo não só no âmbito da música, mas como entidade transformadora. Um deleite.

6 | Amenra – De doorn

O grupo belga Amenra também é um daqueles conjuntos que fazem um som único. Arrastado, denso e pessimista, o conjunto te leva para passear em paisagens devastadoras com uma parede sonora extraordinária. “De Evenmens” e “Voor Immer” captam bem toda a aura maligna e opressiva do álbum.

5 | Antonio Neves – A Pegada Agora é Essa

O multi-instrumentista e arranjador carioca Antonio Neves soltou um registro de rara beleza este ano. Misturando camadas e andamentos ora extremamente melódicos e ora puramente caóticos, Antonio Neves mescla e concatena em um álbum conciso uma musicalidade ímpar, participações muito especiais (Alice Caymmi e Hamilton de Holanda são alguns) e um quê antropofágico especial. Não deixe de curtir “Noite de Temporal” e “Forte Apache“, que são as duas com as participações acima citadas.

4 | God is an Astronaut – Ghost Tapes #10

Retornando ao orgânico e simples, o GIAA solta um dos álbuns mais caóticos, viscerais e intensos da carreira. Deixando um pouco de lado as inserções eletrônicas e ambientações de sintetizadores, o grupo americano mostra sua melhor versão e entrega um registro cru e nada menos do que incrível. Ouça músicas como “Fade” e “Burial” e comprove toda a inventividade do grupo.

3 | Devil Sold His Soul – Loss

O DSHS retorna em grande estilo e nos leva para um passeio por paisagens sonoras extremamente densas e com diversas camadas em “Loss”. A banda reverte a fórmula do post-hc/metalcore e coloca seu som fora do lugar comum com muitas passagens ambientais, atmosféricas e com incríveis cenários sonoros. Músicas como “Burdened” e “Beyond Reach” me deixaram verdadeiramente de queixo caído.

2 | Perturbator – Lustful Sacraments

O quinto álbum de estúdio do músico francês James Kent, a.k.a. Perturbator, não traz nada necessariamente de novo ao seu som, mas pra que mexer em time que está ganhando? Incríveis camadas, vozes soturnas e um pessimismo em roupagem Synthwave dão vontade de socar o repeat do play. Músicas como “Death of the Soul” e “Dethroned under a Funeral Haze” fazem você balançar o esqueleto logo na primeira nota.

1 | Vildhjarta – måsstaden under vatten

Caos. Puro e devastador Caos. Dez anos após lançar o anárquico e disruptivo “måsstaden”, o grupo sueco volta com…”måsstaden under vatten”. A fórmula seguida é bem parecida: riffs obtusos e MUITO pesados, tempos insanos, vocais desesperados e ambientações soturnas. O djent praticado pela banda não conseguiu ser reproduzido por nenhuma outra até hoje e segue venerado em sua cena, de forma irretocável. Não deixe de ouvir “måsstadens nationalsång (under vatten)” (com diversas inserções de “måsstadens nationalsång”, do primeiro play), “när de du älskar kommer tillbaka från de döda” e a INSANA “mitt trötta hjarta