A poucas semanas do evento, a expectativa em torno do Guns N’ Roses cresce por uma combinação difícil de ignorar: além de encerrar a noite no slot principal, a banda fará sua primeira participação no Monsters of Rock, num momento em que também mantém uma agenda ampla no Brasil dentro da turnê de 2026. Na programação oficial do festival, o grupo sobe ao palco às 20h30, fechando a nona edição do evento.

No caso do Extreme, a sensação de “show obrigatório” ganhou força extra nesta semana. O motivo é direto: Nuno Bettencourt revelou que o novo álbum de estúdio da banda está concluído, notícia que recoloca o grupo no centro das conversas entre fãs de hard rock justamente na reta final para a passagem pelo Brasil. O festival, assim, passa a ter não apenas o peso do repertório clássico da banda, mas também o apelo de um grupo vivendo um novo ciclo criativo.

Esse contexto ajuda a explicar por que o nome do Extreme desponta como um dos mais comentados do line-up. A banda foi escalada para as 16h45, em um dos horários mais nobres da programação, e chega ao país com agenda ampliada: depois do Monsters of Rock, o grupo ainda tem shows marcados em Porto Alegre, em 6 de abril, e Curitiba, em 8 de abril, segundo a turnê oficial publicada em seu site. Isso reforça a ideia de que a apresentação em São Paulo será tratada como ponto de partida de uma passagem especialmente relevante pela América do Sul.

Se o Extreme chega impulsionado por novidade, o Guns N’ Roses carrega o tipo de expectativa que nasce do tamanho de seu próprio legado. A banda liderada por Axl Rose, Slash e Duff McKagan foi anunciada pela Mercury Concerts como headliner da edição e integra uma série de apresentações no Brasil em abril, o que amplia ainda mais a atenção sobre o show paulista. Em termos de peso simbólico, a estreia do grupo no Monsters ajuda a transformar esta edição em uma das mais observadas dos últimos anos do festival.

Há também um componente técnico e de narrativa que torna o encontro entre Extreme e Guns N’ Roses especialmente interessante nesta edição. O festival foi apresentado pela organização como uma celebração de grandes guitarristas do rock, com destaque para Slash, Nuno Bettencourt e Yngwie Malmsteen. Na prática, isso dá ao evento uma espécie de eixo temático involuntário, em que virtuosismo, repertório clássico e presença de palco funcionam como elementos centrais da experiência.

A divulgação dos horários, feita na última semana, também contribuiu para aumentar a sensação de contagem regressiva. A ordem oficial dos shows começa com Jayler às 11h30, segue com Dirty Honey às 12h30, Yngwie Malmsteen às 13h45, Halestorm às 15h15, Extreme às 16h45, Lynyrd Skynyrd às 18h15 e termina com Guns N’ Roses às 20h30. Com esse desenho, o festival claramente concentra sua reta final em nomes de forte apelo geracional e alto poder de mobilização.

No caso do Extreme, o interesse não se resume à nostalgia em torno de “More Than Words” ou à reputação histórica de Nuno Bettencourt. O lançamento de Six em 2023 recolocou a banda em evidência internacional, e a notícia do sétimo álbum concluído sugere que o grupo chega ao Brasil em fase de produção intensa, não apenas em modo de celebração do passado. É justamente esse tipo de momento que costuma elevar a percepção de imprevisibilidade e frescor em shows de catálogo já consagrado. A última frase é uma inferência jornalística baseada no novo álbum finalizado e na atual agenda da banda.

Já com o Guns N’ Roses, a expectativa se sustenta no tamanho do repertório e no simbolismo da estreia dentro de uma marca histórica do rock no Brasil. Como a banda não entra apenas como atração do festival, mas como peça central de uma turnê nacional maior, a apresentação em São Paulo tende a ser lida pelo público como um dos momentos-chave da passagem do grupo pelo país. Essa leitura é uma inferência apoiada no posto de headliner, na estreia no Monsters e no circuito brasileiro confirmado para abril.

Com isso, o Monsters of Rock 2026 se aproxima menos como um festival de anúncio e mais como um evento já amadurecido em sua narrativa: de um lado, o Extreme em estado de renovação criativa; de outro, o Guns N’ Roses ocupando o espaço de grande atração popular e histórica da noite. Entre os dois, o Allianz Parque deve receber uma edição em que técnica, memória afetiva e peso de repertório aparecem como os combustíveis centrais da expectativa.

Serviço

Monsters of Rock 2026
Data: 4 de abril de 2026
Local: Allianz Parque — Avenida Francisco Matarazzo, 1705, Água Branca, São Paulo
Abertura dos portões: 10h
Classificação etária: 14 anos desacompanhados; menores de 14 anos apenas com pais ou responsáveis legais
Ingressos: venda oficial pela Eventim
Preços oficiais informados pelo Allianz Parque:
Pista Premium — R$ 1.350 (inteira) / R$ 675 (meia)
Pista — R$ 750 (inteira) / R$ 375 (meia)
Cadeira Inferior — R$ 950 (inteira) / R$ 475 (meia)
Cadeira Superior — R$ 600 (inteira) / R$ 300 (meia)
VIP Mirante Backstage — R$ 3.090 (inteira) / R$ 2.415 (meia)
VIP Fanzone Pista Premium — R$ 2.850 (inteira) / R$ 2.175 (meia)
VIP Fanzone Cadeira Inferior — R$ 2.450 (inteira) / R$ 1.975 (meia).