O músico Justin Cary, baixista do Sixpence None the Richer, morreu aos 50 anos na última quinta-feira, 18 de junho. Integrante de longa data do grupo norte-americano, ele estava hospitalizado após sofrer um AVC grave na semana anterior e passou por duas cirurgias antes de morrer em Albany, no estado de Nova York, ao lado da esposa, Linda.

Conhecida mundialmente pelo hit “Kiss Me”, um dos maiores sucessos do pop rock do fim dos anos 1990, a banda lamentou a perda por meio de homenagens nas redes sociais. A vocalista Leigh Nash recordou a amizade e a convivência artística com Cary, destacando seu humor, profissionalismo e presença singular entre os colegas.

Justin Cary entrou no Sixpence None the Richer em 1997, período decisivo para a trajetória do grupo. Naquele mesmo ano, a banda lançou o álbum homônimo que abriria caminho para sua projeção internacional. Pouco depois, “Kiss Me” se tornaria um fenômeno radiofônico, alcançando o segundo lugar da Billboard Hot 100 e rendendo indicação ao Grammy.

Além de sua contribuição para o Sixpence None the Richer, Cary construiu uma carreira marcada por colaborações com artistas de diferentes vertentes da música norte-americana, como Counting Crows, Jennifer Knapp, Leigh Nash, Paul Brandt e Lee Brice. Sua trajetória transitou entre o rock alternativo, o pop, o country e a cena cristã contemporânea.

A morte do baixista acontece em um momento de retomada criativa do Sixpence None the Richer. Após um longo período sem lançamentos inéditos, o grupo voltou a movimentar sua discografia nos últimos anos, com o EP Rosemary Hill, lançado em 2024, e novas apresentações. O legado de Cary, portanto, não se limita à nostalgia de “Kiss Me”, “There She Goes” e “Breathe Your Name”: ele também integra a continuidade de uma banda que ajudou a aproximar o rock alternativo cristão do grande público.