O Rock in Rio 2026 chegou ao penúltimo dia com um repertório de refrões conhecidos e uma programação que atravessou o funk, o reggaeton, o pop e o forró. Neste sábado, 12 de setembro, Maroon 5 e Demi Lovato estiveram entre os destaques do Palco Mundo, que também recebeu J Balvin e Pedro Sampaio. O encerramento ficou com a banda de “This Love” e “She Will Be Loved”, antes de “Sugar” dar o último coro da noite no palco.
Pela Cidade do Rock, outras apresentações ampliaram essa variedade. Mumford & Sons encerrou o Sunset, João Gomes levou um cortejo de cultura popular para perto da plateia e Alok voltou ao festival para uma apresentação que reuniu seus pais e seu irmão.
Maroon 5 encerra o Palco Mundo com “Sugar”
O Maroon 5 apoiou seu show em um dos recursos mais eficientes de sua trajetória: uma sequência de músicas que o público reconhece logo nos primeiros versos. “This Love”, “She Will Be Loved” e “Moves Like Jagger” estiveram no repertório e colocaram a plateia para cantar.
Com mais de duas décadas de carreira, a banda reuniu sucessos de diferentes momentos de sua história. “Sugar” ficou para o encerramento, fechando a programação de sábado no Palco Mundo com mais um refrão acompanhado pelo público.
Demi Lovato combina novo álbum e sucessos da carreira
Antes do Maroon 5, Demi Lovato apresentou um repertório dividido entre músicas recentes e faixas que marcaram sua relação com os fãs. Do álbum It’s Not That Deep, lançado em 2025, vieram “Fast” e “Kiss”.
As novidades dividiram espaço com “Heart Attack”, “Confident”, “Skyscraper”, “Give Your Heart a Break” e “Tell Me You Love Me”. A apresentação combinou potência vocal e dança, com momentos de interação em que a cantora também arriscou palavras em português.
J Balvin recebe Pedro Sampaio e Melody
J Balvin levou o reggaeton ao centro da programação com “Mi Gente”, “Ginza” e “Downtown”. A produção deu destaque aos bailarinos em uma rampa montada no meio do palco, integrada às projeções de luz e às imagens dos telões.
Pedro Sampaio, que havia aberto o Palco Mundo, retornou para participar de “Perversa”. Melody também entrou em cena, em “JETSKI”, aproximando o show do colombiano do funk e do pop brasileiros.
Na reta final, Balvin emendou “Ritmo”, “Que Calor” e “In the Ghetto”, mantendo o repertório voltado para a dança.
Pedro Sampaio abre a programação com “Cavalinho”
A abertura do Palco Mundo ficou por conta de Pedro Sampaio, que encontrou uma plateia disposta a acompanhar suas coreografias. Entre leques e comandos do artista, “JETSKI”, “POCPOC” e “Sequência Feiticeira” estiveram entre as músicas apresentadas.
“Cavalinho” foi um dos momentos centrais do show. Segundo a organização, Pedro colocou 100 mil pessoas para acompanhar a dança, repetindo a mobilização registrada em sua apresentação no Rock in Rio Lisboa.
Bailarinos e imagens nos 2.400 metros quadrados de painéis de LED completaram a produção, que explorou a nova cenografia do palco.
Mumford & Sons e João Gomes levam folk e forró ao Sunset
O Palco Sunset encerrou o sábado com o Mumford & Sons. Instrumentos acústicos, vocais e a participação da plateia marcaram a apresentação da banda britânica, que incluiu “Little Lion Man”, “The Cave” e “I Will Wait”.
Mais cedo, João Gomes levou referências da cultura popular pernambucana à Cidade do Rock. Um cortejo comandado pelo Boi da Macuca, com pernas de pau, bonecos gigantes e personagens do folclore, atravessou o público acompanhado por uma Orquestra de Frevo.
“Eu Tenho a Senha” anunciou a voz do cantor. Na apresentação, o piseiro e o forró ganharam os arranjos da Orquestra Brasileira, aproximando o repertório de João Gomes de uma formação instrumental mais ampla.
Gilsons recebem Daniela Mercury e Olodum
O show dos Gilsons começou com músicas como “Love Love” e “Pra Gente Acordar” e ganhou novos participantes ao longo do repertório. Depois de “Proposta”, Narcizinho se juntou ao trio em “Bem Me Quer”.
A entrada do Olodum levou “Avisa Lá” e “Deusa do Amor” ao Sunset. Daniela Mercury apareceu com “Nobre Vagabundo”, reforçando a presença da música baiana em uma apresentação que também passou por “Swing da Cor” e “Faraó”.
A abertura do palco reuniu Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago em um projeto que aproxima rap, jazz, MPB e ritmos afro-lusófonos. “Esperança”, faixa que deu origem à parceria, iniciou o encontro.
Alok reúne pais e irmão no New Dance Order
Após se apresentar no Palco Mundo na sexta-feira, Alok voltou ao festival com o projeto “Rave The World”, desta vez no New Dance Order.
A programação começou com Bhaskar, seu irmão, seguido por Adam Sellouk e Gabe. Ekanta e Swarup, pais dos DJs, também passaram pelo palco antes do encerramento de Alok.
O show final teve drones e reuniu a família no palco, conectando diferentes gerações da música eletrônica em uma mesma apresentação.
Priscila Senna e Timbalada movimentam o Espaço Favela
Priscila Senna estreou no Rock in Rio com “No Alto da Minha História”, espetáculo que incorporou sua trajetória ao repertório de brega pernambucano. Músicos, bailarinos e arranjos de orquestra acompanharam a cantora em faixas como “Alvejante” e “Te Beijo Chorando”.
A Timbalada encerrou o Espaço Favela com percussão, um mini trio elétrico em cena e a participação de Gominho. Buja Ferreira e Denny Denan dividiram os vocais em uma apresentação que incluiu releituras de “Felicidade”, de Seu Jorge, e “País Tropical”, de Jorge Ben Jor.
No fim, Buja desceu para cantar junto à plateia. “A Roda” encerrou o show em clima de micareta.
A abertura do espaço havia ficado com o Soul de Brasileiro. Formado por José Junior, Ge Vieira e Negra Silva, o trio da Vila Kennedy apresentou músicas do álbum SOU, aproximando soul e R&B de samba, jazz e MPB.
Delacruz fecha o Supernova; Mestrinho homenageia Rita Lee
No Supernova, Celo Dut abriu a programação com sua mistura de R&B, rap e ragga. Yago Oproprio entrou com “Três da Madrugada”, seguido pelo argentino Milo J.
Delacruz encerrou o palco em um cenário com sofá e iluminação baixa, pensado como uma sala de estar. O repertório romântico também abriu espaço para uma homenagem a MC Marcinho.
No Global Village, Badi Assad e Hamilton de Holanda se apresentaram antes de Mestrinho. Com sua sanfona, o músico passou por composições próprias e músicas de artistas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Marília Mendonça. A homenagem a Rita Lee reuniu “Caso Sério”, “Erva Venenosa” e “Lança Perfume”, levando o rock brasileiro ao repertório de encerramento do espaço.
Não há comentários enviados